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Por que os orientais possuem olhos puxados?

                  Kim Taehyung, cantor sul-coreano eleito o homem mais bonito de 2017 Alguma vez essa pergunta já passou pela sua cabeça? A verdade é que o Brasil é um país de todos os povos, e há uma grande incidência de orientais e descendentes que adotaram este país como seu lar. Ao longo dos anos, nosso contato com a cultura e com as pessoas “do outro lado do mundo” foi ficando maior, e questionar-se sobre o motivo de termos olhos tão diferentes acabou sendo inevitável. O que será que aconteceu para que a espécie humana de uma determinada região tenha adquirido uma característica tão indicadora de sua ascendência? Acontece que o que hoje vemos como um mero detalhe - os olhos mais puxados - um dia já teve total diferença para aqueles povos.     Primeiro vamos perceber que não são todos os orientais que possuem essa característica, certo? Definimos como Oriente a porção a leste do nosso globo, uma divisão c...

Mente, cérebro e livre-arbítrio: Uma investigação filosófica

Por: Eduardo E. Quirino Autoria desconhecida Se você, como eu, gosta de ciência e a entende como nossa melhor forma de conhecer o mundo, esse texto irá te deixar angustiada(o). Se, diferentemente, você acredita que há mais coisas entre o céu e a terra que nossa vã filosofia é capaz de saber, ou seja, se você aceita a religião ou espiritualidade como fonte de verdade, esse texto também lhe deixará angustiada(o).  Começarei explicando as angústias para o primeiro grupo. Se você ama ciência e acredita que ela resolve muitos problemas e os que não resolve agora ela poderá resolver no futuro, então você é muito provavelmente o que a filosofia chamaria de “cientificista”. O cientificismo geralmente é acompanhado por duas teses, a primeira é a tese do Fechamento Causal do Mundo e a segunda a tese do Monismo Ontológico do Físico (ou fisicalismo) . Calma, apesar do nome essas duas teses são fáceis de explicar.  A primeira diz que todas as relações causais só ocorrem en...

O Cavalo de Troia das plantas

Antigas estratégias de batalha para a guerra genética dos organismos Por: André Geremia Parise O mítico Cavalo de Troia pelo pincel de Giovanni Domenico Tiepolo (1727-1804) | The National Gallery Conta-nos Homero, nas suas obras épicas Ilíada e Odisseia , que os gregos sitiavam há nove anos a cidade de Troia, presumivelmente na Ásia Menor, hoje Turquia. O motivo: Páris, príncipe de Troia, fugiu com Helena, esposa do rei Menelau, de Esparta, para se casar com ela. Ultrajado, Menelau reuniu os gregos e cruzou o Mar Egeu para atacar Troia, recuperar sua esposa Helena e seu orgulho ferido. O sítio durou quase uma década em uma sangrenta guerra, mas os gregos ainda estavam longe de conseguir alcançar o seu objetivo: as enormes muralhas da cidade eram intransponíveis e Troia continuava inexpugnável. Quando já estavam perdendo as esperanças de vencer a guerra, Odisseu, rei de Ítaca e membro do exército grego, teve uma ideia, inspirado pela deusa Atena. Odisseu sugeriu aos...

Tamanho do cérebro é documento quando falamos de inteligência?

Fonte:  Herculano-Houzel (2016) Por Axel Fogaça Rosado, Patrícia Aparecida Ferrari e Vanessa Schadeck Deconto É fácil perceber que o ser humano está longe de ser o maior mamífero em relação a tantos outros exemplos de animais terrestres e aquáticos, entretanto, dificilmente alguém irá afirmar que exista algum animal mais inteligente que o ser humano. Afinal, o que é inteligência? O que confere essa capacidade intelectual diferenciada aos humanos? Talvez você possa pensar na relação do tamanho do cérebro com o do corpo, resposta em parte correta. Mas primeiro vamos contextualizar seu o funcionamento analisandos significados e consequências dessa nossa capacidade intelectual comparada aos outros animais. O corpo de um organismo tende a se desenvolver de forma harmoniosa para garantir a manutenção de suas necessidades, com o intuito de manter-se vivo. Conforme a complexidade corporal aumenta, é preciso que ocorra uma diferenciação em sistemas específicos, como sist...

Aedes aegypti: o mosquito mais temido da atualidade

Figura 1 – Aedes aegypti com o desenho em forma de lira no tórax (Seta). |Fotografia: Paul Howell e Frank Hadley Collins (Fonte: Zettel & Kaufman, 2017).  Por: Carolina Poluceno Silva, Leonardo Pisseta Gorges e Carlos José de Carvalho Pinto    O verão está chegando. Sol, calor, praia, férias e... MOSQUITOS! As altas temperaturas e chuvas constantes propiciam condições ideais para a proliferação desses insetos – que são bastante irritantes, não é mesmo? Porém, apesar de ser um incômodo, a maioria deles não é nocivo à nossa saúde. No entanto, nos últimos anos, uma espécie de mosquito se tornou bastante famosa e ganhou espaço nas mídias televisiva e digital e, infelizmente, essa fama não se deu por um bom motivo. Esse mosquito é transmissor de diversas doenças e vem causando sérios problemas para a saúde da população brasileira. Muitos o chamam de “mosquito da dengue”, mas seu nome específico é Aedes aegypti . Esses nomes populares são utilizados para ide...

Dodô: A ave que os humanos extinguiram

Por Alice Damiani Bernardes, Ana Carolina Bosio e Luiz Henrique Terhorst O Dodô ( Raphus cucullatus ) era uma ave grande, aproximadamente do tamanho de um peru, podendo chegar a 25kg e com uma cabeça avantajada, dotada de bico recurvado. Essas aves viveram nas ilhas Maurício, no oceano Índico, ao leste do Continente Africano, e extinguiram-se por volta de 1670. Inicialmente se acreditava que havia outras duas espécies aparentadas ao Dodô nas ilhas Reunião (o Raphus solitarius ) e nas ilhas Rodriguez (o Pezophaps solitaria ) conforme a Figura 1. Porém, estudos posteriores ressaltaram que na verdade houve uma falha na interpretação de desenhos da época, pois o animal descrito como Dodô-branco-da-ilha-de-Reunião ( Raphus solitarius ) na realidade era próximo dos Pelicanos, sendo classificado desta vez como Threskiornis solitarius , o Íbis-terrestre-de-reunião. Hoje, tem-se conhecimento de que o Solitário-de-Rodrigues ( Pezophaps solitaria ) foi a única espécie aparentada ao Dodô...

Pterossauros: Répteis Voadores do Passado

Por Gabriela Goebel, Letícia Medeiros Larroyd e Pamela M. W. Giuffre Os Pterossauros são considerados os primeiros vertebrados capazes de voar, sendo répteis que existiram há 230 milhões de anos (início do período Triássico) e tendo convivido com dinossauros e aves ancestrais. A maior diversificação de espécies ocorreu no período Jurássico. Eles desapareceram há 65 milhões de anos (final do período Cretáceo) na grande extinção que também afetou os dinossauros. O primeiro fóssil foi encontrado em 1784, porém foi interpretado como um animal aquático. Já em 1801, Georges Cuvier constatou que se tratava de um réptil voador com asas compostas por membranas que conectam os dedos dos membros superiores ao corpo do animal, dando origem ao nome pterodáctilo (do grego " pteros "= asas e " dáctilos "= dedos). Existem evidências de que os Pterossauros viviam em ambientes aquáticos ou próximos a cursos d'água, devido aos locais em que foram encontrados fósse...