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Mostrando postagens com o rótulo Ciência

Procrastinação tem uma explicação?

Por: Karen Gruhn Fonte:   Amy Rigby Você tem uma tarefa a cumprir em um determinado prazo, mas o que você faz são muitas outras coisas exceto essa tarefa. Esse comportamento costuma ser chamado de procrastinação, que também pode ser definido como o atraso voluntário de uma atividade necessária ou importante, apesar de se esperar que as possíveis consequências negativas superem as consequências positivas do atraso. Para algumas pessoas, a procrastinação pode se tornar problemática, resultando em ansiedade, queixas físicas e diminuição do bem-estar. A literatura científica reporta que os estudantes que procrastinam regularmente tendem a receber notas mais baixas nos exames finais, e esses alunos têm menos sucesso em seu curso de graduação. No entanto, embora sejam difundidos os aspectos negativos desse comportamento, há casos em que a pressão criada pela procrastinação pode melhorar o desempenho. Ainda assim, poucos estudos investigam os benefícios desse hábit...

A Arte Refinada de Detectar Mentiras

Professor de Astronomia e Ciências Espaciais na Universidade de Cornell e autor de dezenas de livros e da série Cosmos, o norte-americano Carl Sagan dedicou a vida ao desenvolvimento e divulgação da ciência. O Mundo Assombrado Pelos Demônios, um de seus livros, é o testemunho pessoal do seu caso de amor com a ciência. Preocupado com a falta de conhecimento científico da população , Sagan, em um de seus capítulos, fala sobre um kit de detecção de mentiras. Mas o que existe no kit? Simples: ferramentas para o pensamento cético. O pensamento cético se resume ao meio de construir e compreender um argumento racional e de reconhecer um argumento falso. A questão não é se gostamos da conclusão que surge de uma cadeia de raciocínio, mas se a conclusão provém de uma base verdadeira. Eis algumas das ferramentas: •  Sempre que possível, deve haver confirmação independente dos “fatos”; •   Devemos estimular um debate substantivo sobre as evidências, no qual haj...

Vamos falar baleiês?

http://www.baleiafranca.org.br/abaleia/abaleia_fotoidentificacao.htm O inverno está chegando e com ele virão nossos visitantes mais ilustres: as baleias-francas ( Eubalaena australis ) . Esses cetáceos realizam todos os anos uma migração da Antártida, onde permanecem durante o verão e outono para se alimentarem, até o sul/sudeste do Brasil, e outros grupos até a costa da Argentina, para reprodução. Mas vamos por partes, você sabe quem são as baleias? Quais as diferenças delas para os golfinhos? Golfinho é mesma coisa que boto? E toninha? Orca é baleia? E tubarão-baleia, é tubarão ou é baleia? Baleias, golfinhos, botos, toninhas e orcas são mamíferos aquáticos classificados como Cetacea, ou seja, todos possuem um ancestral comum, que habitava o ambiente terrestre, e ao longo de milhões de anos passou a habitar o ambiente aquático, e isso aconteceu há aproximadamente 50 milhões de anos . E como biólogo gosta de classificar tudo, esses animais ainda são divididos em d...

Apaixonado? Seu cérebro pode estar diminuindo!

   Ahh, como é bom estar apaixonado! O amor é algo extremamente difundido na nossa sociedade e faz parte do nosso dia-a-dia, isso de diversas formas: desde livros românticos, comerciais apelativos, até mesmo quando observamos as pessoas à nossa volta. Vai dizer que não é extremamente nítido quando você encontra um casal apaixonado?!    O que talvez você não saiba, é que a paixão e o fato de estar num relacionamento romântico pode mexer, e muito, com o nosso cérebro. Sim, tenho certeza que você já notou que quando estamos nessa situação acabamos dando mais voz ao sentimento, deixando um pouco de lado a razão, agindo mais impulsivamente... a paixão bagunça a nossa cabeça. Mas você sabia que a paixão reduz o seu cérebro? Pois é verdade!      Um estudo realizado no Instituto Nacional de Ciências Fisiológicas do Japão recrutou 113 voluntários, que foram divididos em dois grupos: os que estavam em um relacionamento - 56 pessoas saudáveis, com idade...

Frio, resfriado, barba, cabelo e unha: alguns mitos biológicos.

O frio, diretamente, causa resfriados e/ou gripes? Cabelo e unhas continuam a crescer depois que as pessoas morrem? Aparar a barba faz ela crescer? Caro leitor, sabemos que você já se perguntou se tais histórias eram verdadeiras, sendo assim, vamos analisá-las biologicamente. Comecemos pela história do frio. Tecnicamente, o frio em si não faz alguém ficar doente, mas sim, facilita que vírus, que já se encontravam presentes no organismo, se proliferem. Dependendo do grupo específico desses vírus, pode-se desenvolver o tão querido resfriado ou a tão amada gripe. No inverno, tais enfermidades se tornam mais comuns devido a alguns fatores, tais como: as pessoas ficarem mais tempo em locais fechados e com maiores quantidades de gente; as fossas nasais ressecarem, dificultando o aporte de muco protetor às vias respiratórias; as respostas às infecções pelo sistema imune se tornarem mais dificultadas, devido à maior quantidade de energia que o organismo despende para se aquecer,...

As plantas também aprendem, do mesmo modo que você

Mudas recém-germinadas de ervilha aprendem por associação para decidir a melhor direção para crescer. A botânica tem sofrido uma revolução incrível nos últimos anos, pois uma nova perspectiva na maneira de enxergar e estudar as plantas tem sido adotada por um número cada vez maior de cientistas. Essa perspectiva sistêmica, ou seja, que aborda a planta não como um robozinho automático — que responde à luz crescendo para cima, ou responde à gravidade lançando suas raízes para baixo —, e sim como um organismo complexo onde suas várias partes interagem e se correspondem, de modo que a planta passou a ser vista como um sistema integrado a nível celular, tecidual e como organismo. Graças a esta abordagem muito mais atenciosa, começou-se a entender que as plantas também possuem comportamentos até então inimagináveis, como capacidades geralmente associadas a animais, tais como perceber o ambiente com sentidos análogos aos nossos, como a audição , por exemplo, e outros mais, elaborar...

Regra dos 5...10...20 segundos? Aliás, quantos segundos a gente pode mesmo?

Você já ouviu falar na regra dos 5 segundos? Certamente não apenas ouviu falar das suas propriedades miraculosas como também já a aplicou várias vezes na sua vida cotidiana. Quando a fome é grande ou a pressa nos obriga a certas situações, a última coisa que você vai querer na sua vida é a sua preciosa comida quentinha recém tirada do microondas ou  até mesmo aquele chocolate que você estava guardando pra comer logo depois na madruga caídos no chão da cozinha bem no lugar onde você não passou o aspirador.  O que fazer nessa situação tão desesperadora? O que aprendemos, como um tipo de ritual que se passa de geração para geração, é recolher a comida dentro de 5 segundos. Se conseguirmos fazer isso: tudo certo, pode comer! Mas, se alguns segundos ultrapassam o limite: pode jogar fora, as bactérias venceram. O problema é que, ao contrário do que muitos pensam, essa atitude que tanto repetimos pode não ser tão segura quanto parece. Em uma série de estudos coordenados ...

Até onde vai a Engenharia Genética? A revolução da CRISPR-Cas9

Por: Pedro B. Marconi  Os produtos ou seres orgânicos em que a mão da engenharia genética tocou já estão em todo lugar ao nosso redor e mesmo que você não saiba é inevitável não conviver com eles. Por milhares de anos nós temos usado engenharia genética em nosso benefício). Como na seleção artificial, em que fortalecemos traços úteis (para nós) de plantas e animais, é assim que são criadas frutas mais gostosas e também as várias raças de cachorros cada vez mais ‘’fofos’’ (e também com mais problemas de saúde). Somos muito bons nessa técnica, mas só descobrimos como ela funcionava de verdade com a descoberta do DNA (ácido desoxirribonucleico). Foi logo após conhecermos melhor essa molécula (meados da década de 60) que os seres humanos já tentaram manipulá-la. Inicialmente com radiação para causar mutações aleatórias e depois com material genético de bactérias inseridos em microrganismos, plantas e animais. Os animais geneticamente modificados mais antigos nasceram em 1974, fa...