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Mostrando postagens com o rótulo Neurobiologia

Procrastinação tem uma explicação?

Por: Karen Gruhn Fonte:   Amy Rigby Você tem uma tarefa a cumprir em um determinado prazo, mas o que você faz são muitas outras coisas exceto essa tarefa. Esse comportamento costuma ser chamado de procrastinação, que também pode ser definido como o atraso voluntário de uma atividade necessária ou importante, apesar de se esperar que as possíveis consequências negativas superem as consequências positivas do atraso. Para algumas pessoas, a procrastinação pode se tornar problemática, resultando em ansiedade, queixas físicas e diminuição do bem-estar. A literatura científica reporta que os estudantes que procrastinam regularmente tendem a receber notas mais baixas nos exames finais, e esses alunos têm menos sucesso em seu curso de graduação. No entanto, embora sejam difundidos os aspectos negativos desse comportamento, há casos em que a pressão criada pela procrastinação pode melhorar o desempenho. Ainda assim, poucos estudos investigam os benefícios desse hábit...

Afinal de contas, a maconha mata neurônios?

A maconha, o baseado, a verdinha, ou como quiser chamar, é uma droga consumida pela nossa espécie há pelo menos 12.000 anos, os antigos chineses possuíam a planta em sua farmacopeia (conjunto de substâncias com uso terapêutico) há pelo menos 4.700 anos atrás . A maconha pode ser obtida da planta Cannabis sativa ou de sua “irmã”, chamada Cannabis indica, e consiste em folhas e flores secas que são fumadas ou ingeridas. A despeito dos efeitos visíveis amplamente conhecidos, como humor alterado, fome excessiva, ou “larica”, psicoses e relaxamento, seus efeitos sobre o sistema nervoso humano não são tão familiares para a população leiga, e são comuns os textos trazendo fatos suspeitos a respeito da maconha, tanto entre os defensores quanto entre os perseguidores da erva. Mas o que a ciência tem a nos dizer a respeito do tema?  O estudo dos componentes da maconha começou oficialmente em 1964, quando um grupo de pesquisadores de Israel, liderado pelo químico Raphael Mechoula...

Apaixonado? Seu cérebro pode estar diminuindo!

   Ahh, como é bom estar apaixonado! O amor é algo extremamente difundido na nossa sociedade e faz parte do nosso dia-a-dia, isso de diversas formas: desde livros românticos, comerciais apelativos, até mesmo quando observamos as pessoas à nossa volta. Vai dizer que não é extremamente nítido quando você encontra um casal apaixonado?!    O que talvez você não saiba, é que a paixão e o fato de estar num relacionamento romântico pode mexer, e muito, com o nosso cérebro. Sim, tenho certeza que você já notou que quando estamos nessa situação acabamos dando mais voz ao sentimento, deixando um pouco de lado a razão, agindo mais impulsivamente... a paixão bagunça a nossa cabeça. Mas você sabia que a paixão reduz o seu cérebro? Pois é verdade!      Um estudo realizado no Instituto Nacional de Ciências Fisiológicas do Japão recrutou 113 voluntários, que foram divididos em dois grupos: os que estavam em um relacionamento - 56 pessoas saudáveis, com idade...

Memórias e Engramas

A todo momento, estamos nos deparando com situações novas, percebendo diversos estímulos sensoriais, liberando hormônios e reagindo ao ambiente dinâmico em que vivemos. Para que nós (e outros animais) tenhamos a capacidade de ajustar o nosso comportamento ao ambiente de maneira adequada, é necessária a constante formação de memórias. Existe um complexo mecanismo neurobiológico que nos propicia o aprendizado, formação e a lembrança das memórias. Toda vez que se forma uma memória, há uma reorganização das conexões neuronais em determinadas regiões do cérebro, essa mudança na circuitaria neuronal é capaz de armazenar a informação correspondente à memória, e posteriormente, possibilitar a lembrança. Os cientistas que estudam memória normalmente utilizam o termo “engrama” para denominar esse conjunto de neurônios  que armazena uma determinada memória. Nessa visão, cada memória possui um engrama próprio, ou seja, um conjunto de neurônios que, quando ativado, permite que o indivídu...