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Aedes aegypti: o mosquito mais temido da atualidade

Figura 1 – Aedes aegypti com o desenho em forma de lira no tórax (Seta). |Fotografia: Paul Howell e Frank Hadley Collins (Fonte: Zettel & Kaufman, 2017).  Por: Carolina Poluceno Silva, Leonardo Pisseta Gorges e Carlos José de Carvalho Pinto    O verão está chegando. Sol, calor, praia, férias e... MOSQUITOS! As altas temperaturas e chuvas constantes propiciam condições ideais para a proliferação desses insetos – que são bastante irritantes, não é mesmo? Porém, apesar de ser um incômodo, a maioria deles não é nocivo à nossa saúde. No entanto, nos últimos anos, uma espécie de mosquito se tornou bastante famosa e ganhou espaço nas mídias televisiva e digital e, infelizmente, essa fama não se deu por um bom motivo. Esse mosquito é transmissor de diversas doenças e vem causando sérios problemas para a saúde da população brasileira. Muitos o chamam de “mosquito da dengue”, mas seu nome específico é Aedes aegypti . Esses nomes populares são utilizados para ide...

Dodô: A ave que os humanos extinguiram

Por Alice Damiani Bernardes, Ana Carolina Bosio e Luiz Henrique Terhorst O Dodô ( Raphus cucullatus ) era uma ave grande, aproximadamente do tamanho de um peru, podendo chegar a 25kg e com uma cabeça avantajada, dotada de bico recurvado. Essas aves viveram nas ilhas Maurício, no oceano Índico, ao leste do Continente Africano, e extinguiram-se por volta de 1670. Inicialmente se acreditava que havia outras duas espécies aparentadas ao Dodô nas ilhas Reunião (o Raphus solitarius ) e nas ilhas Rodriguez (o Pezophaps solitaria ) conforme a Figura 1. Porém, estudos posteriores ressaltaram que na verdade houve uma falha na interpretação de desenhos da época, pois o animal descrito como Dodô-branco-da-ilha-de-Reunião ( Raphus solitarius ) na realidade era próximo dos Pelicanos, sendo classificado desta vez como Threskiornis solitarius , o Íbis-terrestre-de-reunião. Hoje, tem-se conhecimento de que o Solitário-de-Rodrigues ( Pezophaps solitaria ) foi a única espécie aparentada ao Dodô...

Pterossauros: Répteis Voadores do Passado

Por Gabriela Goebel, Letícia Medeiros Larroyd e Pamela M. W. Giuffre Os Pterossauros são considerados os primeiros vertebrados capazes de voar, sendo répteis que existiram há 230 milhões de anos (início do período Triássico) e tendo convivido com dinossauros e aves ancestrais. A maior diversificação de espécies ocorreu no período Jurássico. Eles desapareceram há 65 milhões de anos (final do período Cretáceo) na grande extinção que também afetou os dinossauros. O primeiro fóssil foi encontrado em 1784, porém foi interpretado como um animal aquático. Já em 1801, Georges Cuvier constatou que se tratava de um réptil voador com asas compostas por membranas que conectam os dedos dos membros superiores ao corpo do animal, dando origem ao nome pterodáctilo (do grego " pteros "= asas e " dáctilos "= dedos). Existem evidências de que os Pterossauros viviam em ambientes aquáticos ou próximos a cursos d'água, devido aos locais em que foram encontrados fósse...

Tigre-dente-de-sabre: Feras do Passado

Por Débora de Andrade, Ingrid L. D. Brand e Gabriela P. Guimarães Certamente voc ê já ouviu falar do tigre-dente-de-sabre. Muito explorado pela mídia, - como o personagem “Diego” do filme “A Era do Gelo” (Figura 1) - é famoso pelos dentes impressionantes, seu tamanho e provável força. Era um felino social, possuía um corpo forte, robusto, considerado o maior felino que já existiu na América, sendo maior que um leão! Esse animal incrível, parente dos felinos atuais, mas na verdade não tão próximo de um tigre, é representado por três espécies do gênero Smilodon, que viveu na América entre 2,5 milhões e 10 mil anos atrás, chegando a conviver com os primeiros seres humanos a chegar ao nosso continente. Figura 1. Personagem Diego - A Era do Gelo Fonte: http://www.iceagemovies.com/br/characters/diego Os tigres-dente-de-sabre ocupavam praticamente todo o território americano e surgiram na América do Norte, com a espécie ancestral do grupo, Smilodon gracilis, sendo a me...

Mosassauros: Répteis Marinhos do Cretáceo

Por Jessica Imperico Maciel, Marina Veiga da Silva Amorim e Mariana de Souza Lima  Durante o cretáceo (entre 145 milhões e 66 milhões de anos atrás), quando a América do Sul e a África recém haviam se separado, grandes répteis marinhos conviveram nos mares, como os ictiossauros, os plesiossauros e os mosassauros. Entretanto, estes não são classificados como dinossauros, apesar de serem seus contemporâneos. Os mosassauros foram os primeiros répteis extintos descobertos pela ciência, e devido a isto foram importantes para o desenvolvimento da ciência do séc. XVIII e XIX. Seus primeiros fósseis foram encontrados em 1764 na região de Maastricht, na Holanda, em um rio chamado Meuse, que em latim é dito Mosa, dando origem assim ao nome do grupo. O termo Mosassauro é utilizado para designar, além de um gênero, Mosasaurus, também um grupo de répteis que utilizavam os mares como seu principal local de alimentação. Esses animais viveram exclusivamente no Cretáceo Superior,...

Mamutes e Mastodontes: Gigantes Peludos

Por Evelyn Oliveira, Giovanna Destri, Isabela Farias e Isis Shandra Você, leitor, que tem simpatia por elefantes, por um momento pode ter achado que os mamutes e mastodontes são os “avós” desses grandes simpáticos mamíferos, certo?. Pois, pasme, eles não são! Além de incorretamente considerarmos a evolução como um processo linear, muitas vezes cometemos erros ao acharmos que o animal pré-histórico mais parecido com o atual é o ancestral direto desse bichinho. Mas, na maioria dos casos não é bem assim que acontece. Os mamutes e os mastodontes também não podem ser confundidos como sendo os mesmos animais, pois foram animais diferentes, com características distintas e ocorrências variadas. Ambos surgiram na Era Cenozóica, mamutes durante o Pleistoceno e mastodontes durante o Mioceno, e são relativamente recentes se pensarmos que o planeta tem cerca de 4 BI-LHÕ-ES de anos. Esses grandões habitaram a Terra até o final do Pleistoceno (+/- 11 mil anos atrás), quando foram extintos por ...

Titanosauria: os verdadeiros titãs do planeta

Por Pedro Batista Marconi, Satyabhama D. W. de Oliveira e Tomás Honaiser Rostirolla Os Titanossauros são conhecidos por serem os maiores dinossauros que já andaram pela terra. Eles viveram entre 145 e 65 milhões de anos atrás, ou seja, no final do período Jurássico e em todo o Cretáceo. Eles foram descobertos por Sir Willian Henry Sleeman na região central da Índia em 1828 - através de algumas vértebras, o suficiente para identificar que havia algo novo ali. Para algumas espécies, sua altura poderia chegar a mais de 35 metros. Além disso, os titanossauros eram herbívoros, alimentando-se de coníferas, palmeiras e gramíneas. Quanto à reprodução, eles eram ovíparos! As fêmeas cavavam buracos no chão com a pata traseira e depois de botar os ovos (cerca de 25) dentro do buraco, cobriam-nos com sujeiras e vegetação.  Esses pescoçudos estavam em grande número na sua época, e foram encontrados fósseis em todos os continentes do globo, principalmente no Hemisfério Sul, in...