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E a China já está editando o DNA de muitos humanos

Por: Pedro B. Marconi Cientista jogando “Jenga” da vida real ao testar precipitadamente a técnica CRISPR-Cas9 em humanos.  l  Fonte: https://ideas.ted.com/the-promising-and-perilous-science-of-gene-editing/ Você se lembra do que já comentamos aqui no Sporum sobre a ferramenta de edição genética “CRISPR-Cas9”? Ela que promete revolucionar o tratamento de doenças e muitas outras coisas na breve vida dos humanos (Recomendo fortemente a leitura do link anterior caso você ainda não conheça sobre ela, ou então assista antes este lindo vídeo do Nerdologia sobre o assunto, para você não moscar nesse texto aqui). Pois bem, também já deve ter ouvido falar que enquanto você aprende a regra de três na escola aqui, tem um asiático da mesma idade terminando seu doutorado no outro lado do mundo, né. Porém nem sempre essa pressa é a melhor coisa  e tem sido uma preocupação na China. Segundo uma investigação do Wall Street Journal , a edição de genes com CRISPR t...

O dia em que a Ciência forçou pássaros a assistirem TV

Ilustração de chapim-real ( Parus major ) | Autor: Basil Ede Muitos dos animais impalatáveis (ou seja, que possuem um sabor muito ruim), tóxicos, peçonhentos ou venenosos possuem cores fortes e vibrantes, associadas muitas vezes com os padrões de manchas e listras pelo corpo que chamam a nossa atenção pela beleza exuberante. Engana-se, entretanto, quem pensa que esses animais andem por aí exibindo suas cores e desenhos com a ingênua intenção de que sua arte seja apreciada. Seus corpos indiscretos fazem parte de uma grande campanha publicitária para que predadores em potencial fiquem longe e não ousem se alimentar deles. Esse padrão de cores de alerta recebe um nome grande e feio: coloração aposemática , enquanto a estratégia em si é chamada de aposematismo . Um polvo-de-anéis-azuis (gênero Hapalochlaena ) com sua característica coloração aposemática. A quantidade de veneno dessa criaturinha simpática é o suficiente para matar mais de 20 seres humanos em poucos minutos | Auto...

Vírus compartilham genes com organismos de toda árvore da vida

Representação das trocas genéticas entre os grandes grupos de seres vivos | Julie McMahon       Um novo estudo publicado na revista Frontiers in Microbiology revelou que os vírus compartilham seus genes através de toda árvore da vida, desde microrganismos unicelulares conhecidos como bactérias e archaeas, até os eucariotos, grupo que inclui os seres vivos mais conhecidos como os animais, plantas e fungos. Esta descoberta é relevante pois reforça a importância dos vírus como agentes de diversidade biológica e também como “causadores” da evolução. Vírus são seres que, em sua maioria, não conseguem se reproduzir sozinhos, precisando assim da maquinaria celular de um ser vivo para fazer cópias de seu material genético, o que os caracteriza como parasitas intracelulares obrigatórios. Por isso, os vírus são classicamente organizados de acordo com seus hospedeiros em: archaeovírus, bacteriovírus e eucariovírus, sendo esses grupos respectivamente vírus de archa...

Afinal de contas, a maconha mata neurônios?

A maconha, o baseado, a verdinha, ou como quiser chamar, é uma droga consumida pela nossa espécie há pelo menos 12.000 anos, os antigos chineses possuíam a planta em sua farmacopeia (conjunto de substâncias com uso terapêutico) há pelo menos 4.700 anos atrás . A maconha pode ser obtida da planta Cannabis sativa ou de sua “irmã”, chamada Cannabis indica, e consiste em folhas e flores secas que são fumadas ou ingeridas. A despeito dos efeitos visíveis amplamente conhecidos, como humor alterado, fome excessiva, ou “larica”, psicoses e relaxamento, seus efeitos sobre o sistema nervoso humano não são tão familiares para a população leiga, e são comuns os textos trazendo fatos suspeitos a respeito da maconha, tanto entre os defensores quanto entre os perseguidores da erva. Mas o que a ciência tem a nos dizer a respeito do tema?  O estudo dos componentes da maconha começou oficialmente em 1964, quando um grupo de pesquisadores de Israel, liderado pelo químico Raphael Mechoula...

Plantas induzem lagartas ao canibalismo!

Lagartas de Spodoptera exigua , a espécie utilizada no experimento, alimentando-se em flor de crisântemo | Nigel Cattlin. As plantas têm se demonstrado cada vez mais maquiavélicas. Não bastava  escravizarem formigas , recrutarem  vespas parasitoides  para comerem seus inimigos vivos,  enganarem polinizadores  e até mesmo, segundo alguns,  domesticarem os seres humanos . Agora foi descoberto, segundo um artigo publicado este ano, que os tomateiros, quando estão sendo atacados por lagartas, induzem-nas a cometerem canibalismo para se livrar do ataque. Uma jogada de mestre, com uma pitada de cinismo. O  estudo  foi realizado por John Orrock, Brian Connolly e Anthony Kitchen, da Universidade de Wisconsin (Madison, EUA). Já se sabe que plantas, quando estão sendo atacadas por herbívoros, lançam no ar substâncias químicas de alarme, como o metil-jasmonato. Essas substâncias, ao entrarem em contato com outras plantas, modificam a fisiologia dela...

A Arte Refinada de Detectar Mentiras

Professor de Astronomia e Ciências Espaciais na Universidade de Cornell e autor de dezenas de livros e da série Cosmos, o norte-americano Carl Sagan dedicou a vida ao desenvolvimento e divulgação da ciência. O Mundo Assombrado Pelos Demônios, um de seus livros, é o testemunho pessoal do seu caso de amor com a ciência. Preocupado com a falta de conhecimento científico da população , Sagan, em um de seus capítulos, fala sobre um kit de detecção de mentiras. Mas o que existe no kit? Simples: ferramentas para o pensamento cético. O pensamento cético se resume ao meio de construir e compreender um argumento racional e de reconhecer um argumento falso. A questão não é se gostamos da conclusão que surge de uma cadeia de raciocínio, mas se a conclusão provém de uma base verdadeira. Eis algumas das ferramentas: •  Sempre que possível, deve haver confirmação independente dos “fatos”; •   Devemos estimular um debate substantivo sobre as evidências, no qual haj...

10 Coisas que você aprendeu que NÃO são mais ou NUNCA foram verdade

    Passar conhecimento de geração para geração é uma das coisas que se acreditava ser única dos seres humanos, porém, hoje sabemos que muitos outros animais também fazem isso. Talvez o grande diferencial da nossa espécie seja as muitas e distintas possibilidades de fazermos isso e a grande quantidade de informação que transmitimos para nossos filhos, netos, amigos ou quaisquer outros indivíduos que acabamos convivendo.     No meio de tanta informação, é natural que alguns conhecimentos passados não sejam, de fato, verdadeiros, ou então estejam desatualizados. Não é difícil pensar em um exemplo desses, como  o mito de que comer manga com leite faz mal, ou aquele conhecimento aprendido na escola a poucos anos atrás, e que vem sendo atualizado: Plutão não é mais um planeta.    Aos poucos a ciência busca requalificar os fatos ao mesmo tempo em que descobre novas perspectivas. Além disso, ela deve fazer com que a informação chegue a todos...